Como a inteligência artificial influencia em ciberataques?

A inteligência é uma característica natural do ser humano, ou seja, algo que é inerente de sua espécie.

Como a inteligência artificial influencia em ciberataques?
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Como a inteligência artificial influencia em ciberataques?

Tecnologia já é utilizada para prever e interromper ataques virtuais

 

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A inteligência é uma característica natural do ser humano, ou seja, algo que é inerente de sua espécie. Uma das definições deste termo diz que ela consiste na aptidão de adquirir e aplicar conhecimentos e habilidades, e é justamente isso o que acontece.

 

A definição ainda se mantém a mesma, mas com uma grande diferença: não são apenas os humanos que podem ser inteligentes hoje em dia. As máquinas já dispõem da inteligência artificial, ou seja, sua ação não está limitada meramente ao que elas foram programadas a fazer.

 

Isso descortina um universo de possibilidades, entre as quais a área da segurança tem muito a ganhar, como através do bloqueio de ciberataques, os quais são mais comuns a cada dia que passa. Vamos aprender mais sobre a definição de inteligência artificial e como ela pode ser aplicada para evitar ataques cibernéticos.

 

O que é inteligência artificial?

 

Comumente abreviada como IA ou AI (Artificial Intelligence), é a demonstração de inteligência por máquinas, assim como ocorre com a inteligência humana.

 

De acordo com a definição de Minsky e McCarthy, dois dos pais deste campo de estudo que nasceu em 1956, na Faculdade de Dartmouth, AI consiste em qualquer tarefa realizada por um programa ou máquina que, se fosse delegada a um humano, este teria que usar sua inteligência para cumprí-la.

 

Se a definição ainda não ficou tão clara, vale a pena conhecer alguns dos comportamentos típicos que podem ser demonstrados por um sistema ou máquina para poder afirmar que ele efetivamente utilizou inteligência artificial, como as seguintes:

 

  • Planejamento;
  • Aprendizado;
  • Raciocínio;
  • Solução de problemas;
  • Percepção;
  • Manipulação;
  • Movimento;
  • Demonstração de conhecimento;
  • Em menor escala, criatividade e inteligência social.

 

Logo, se um ou mais desses comportamentos for apresentado por um computador, uma máquina ou qualquer outro recurso tecnológico, ela pode ser considerada como inteligência artificial.

 

A área é muito interessante para quem escuta falar sobre ela e busca saber mais, embora as empresas também estejam de olhos (e bolsos) abertos para ela. Prova disso são os valores e números envolvidos com a IA nos últimos anos.

 

Algumas estatísticas e estimativas que chamam a atenção sobre isso são as seguintes, com suas respectivas fontes:

 

  • Estima-se que as técnicas de inteligência artificial tenham o potencial de criar entre US$ 3,5 trilhões e US$ 5,8 trilhões anuais entre nove funções corporativas em 19 segmentos (McKinsey).

 

  • A inteligência artificial gerará até US$ 2,6 trilhões de valor adicional em marketing e vendas e até US$ 2 trilhões em gestão e fabricação de cadeia de suprimentos (McKinsey).

 

  • Até 2020, empresas orientadas por insights de clientes terão US$ 1,2 trilhão a mais em seu faturamento do que as companhias que não adotarem essa tecnologia (Forrester).

 

  • Em 2019, o mercado global de softwares de inteligência artificial deve crescer 154% quando comparado com os resultados de 2018 e atingir o valor de US$ 14,7 bilhões (Tractica).

 

  • O uso de AI por parte das empresas cresceu 270% nos últimos 4 anos (Gartner).

 

Logo, tanto no quesito financeiro quanto no tecnológico, não há como negar que os avanços da AI estão ocorrendo de uma maneira bastante rápida e eficiente no mercado.

 

O que a AI tem a ver com a proteção contra ciberataques?

 

Absolutamente tudo a ver. Afinal de contas, com todo o potencial apresentado por essa tecnologia, ela se torna apta a reconhecer desvios de comportamento e, assim, se precaver contra eventuais ataques cibernéticos.

 

O potencial da IA é praticamente infinito, já que ela pode ser utilizada de inúmeras formas, e não poderia ser diferente com a segurança, área em que ela pode ajudar as empresas a evitar falhas já conhecidas e a se proteger previamente contra novidades.

 

Algumas das aplicações da inteligência artificial na segurança cibernética são as seguintes:

 

Acesso biométrico

 

Sistemas de IA podem escanear impressões digitais, a retina e até mesmo a impressão das mãos para que os logins feitos através de tais tecnologias sejam ainda mais protegidos contra interceptações.

 

Essas soluções são muito mais seguras do que senhas tradicionais, as quais são vulneráveis a ataques cibernéticos e permitem acesso a dados sigilosos, como CPF, data de nascimento, nome completo e número do cartão de crédito, entre outros.

 

Aprendizado com Processamento de Linguagem Natural (PLN)

 

Sistemas com inteligência artificial podem coletar dados automaticamente através do escaneamento de artigos, estudos e novidades a respeito de ameaças cibernéticas e selecionar as principais informações com o uso do PLN.

 

Isso significa que eles poderiam aprender sozinhos a respeito de novas ameaças e já começar a se proteger desde então, sem que tenham que ser programados para tal. Com isso, eles se tornarão capazes de evitar ainda mais riscos.

 

Proteção de acesso condicional

 

As empresas geralmente usam modelos de autenticação para manter seus dados seguros contra pessoas indesejadas. Porém, se um colaborador, gerente ou diretor com altos privilégios de autenticação acessar a rede remotamente, o sistema pode ser comprometido.

 

Os sistemas com AI serão capazes de criar estruturas de autenticação dinâmicas, em tempo real e com múltiplos fatores, que coletarão informações sobre o usuário, (comportamento, aplicações usadas, dispositivo utilizado para acesso, rede que está conectada e até localização) para garantir os privilégios certos para cada usuário.

 

Detecção de ameaças e atividades maliciosas

 

Sistemas convencionais de cibersegurança usam soluções avançadas de proteção contra ameaças para detectar atividades suspeitas e se proteger contra elas. Porém, de acordo com o AV-TEST Institute, foram criados mais de 845 milhões de malwares apenas no ano de 2018, ou seja, há muito contra o que se proteger.

 

A IA para cibersegurança se mostra como a solução ideal para eliminar esses problemas, já que tal tecnologia pode ser “treinada” para detectar malwares e vírus com a ajuda de conjuntos de dados com algoritmos e códigos, os quais ajudam a definir padrões e fazer com que o sistema saiba quando uma atividade foge deles.

 

Sistemas com inteligência artificial também podem detectar sites que navegam em domínios maliciosos, ser treinados para analisar micro-comportamentos de ataques de ramsonware para reconhecê-los antes que criptografem o sistema e até usar análises preditivas para saber quais soluções são mais rápidas e eficientes.

 

Inteligência artificial: um parceiro e tanto para a segurança

 

O absurdo potencial da IA a transforma em uma tecnologia altamente versátil, cujo uso para segurança da informação pode trazer frutos valiosíssimos a curto, médio e longo prazo, com sistemas que se protegem e até antecedem atos maliciosos resultantes de vírus, malwares e outros tipos de ataque.

 

A inteligência cibernética é um assunto que começou a ser debatido em meados da década de 1950, mas é hoje que vemos sua aplicação em massa, e no que tange à segurança, não há como negar que seus benefícios podem, literalmente, revolucionar este mercado a partir de agora e para os próximos anos.

 

Por. Maria Gabriela.